Resíduo vira matéria-prima
Redação do Site Inovação Tecnológica – 20/07/2026. Resíduos de serragem se transformam em bioespuma, uma opção mais sustentável para embalagens ou materiais de construção do que o poliestireno. A serragem de madeira, ou pó de serra, recentemente virou um improvável material resistente ao fogo feito de madeira. Agora, a serragem também poderá ajudar a substituir o poliestireno.
Problemas do isopor
O poliestireno expandido, mais conhecido como isopor, é largamente utilizado em embalagens e isolantes térmicos. No entanto, ele é fabricado a partir de combustíveis fósseis. Embora possa ser reciclado, sua reciclagem efetiva é muito baixa.
Alternativa com celulose
O poliestireno expandido poderá ser substituído por espumas feitas com ligantes de celulose. Os protótipos dessas espumas apresentaram a mesma força, rigidez e resistência ao impacto do poliestireno expandido.
Pesquisa em serrarias
A pesquisadora Isha Farook, da Universidade de Massachusetts, nos EUA, começou sua pesquisa em serrarias, perguntando se poderia usar os resíduos de serragem. Com material suficiente, ela descobriu que, depois de seca, a serragem produz bioespumas de excelente qualidade. Praticamente qualquer tipo de serragem de madeira gerou espumas de qualidade industrial.
Publicação científica
O artigo intitulado “Biopolymer Foams Composed of Sawdust: Fabrication and Structural Integrity” foi publicado na revista ACS Applied Polymer Materials. Os autores são Isha Farook, Emily Gonzales, Michael A. Behrens, David Gamliel e Todd Emrick. O DOI do artigo é 10.1021/acsapm.6c00854.
