Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Harbin, na China, desenvolveram robôs piezoelétricos reconfiguráveis que se conectam magneticamente para formar diferentes formas. Os módulos medem 44 mm × 10 mm × 12,5 mm e pesam 6,5 gramas, substituindo motores tradicionais por atuação cerâmica integrada. O estudo foi publicado na revista Engineering em 15 de julho de 2026.
Atuação cerâmica integrada substitui motores
Os robôs modulares utilizam uma unidade de atuação cerâmica compacta, que já inclui componentes de controle, comunicação e alimentação. Essa unidade substitui as motorizações e mecanismos de transmissão tradicionais, que dificultam a miniaturização e limitam o uso de pequenos robôs em espaços confinados – um requisito essencial para a robótica de enxame.
Conexões magnéticas multiposicionais
Conexões magnéticas multiposicionais, embutidas na carcaça do módulo, permitem que os robôs se conectem em configurações do tipo corrente e anel, adaptando-se a múltiplos cenários. Eles podem acoplar-se uns aos outros para assumir dimensões maiores e formas complexas, expandindo suas capacidades de locomoção e tarefas.
Expansão funcional com sensores
Os robôs também permitem expansões funcionais mediante a adição de sensores. Se equipados com uma câmera, eles podem realizar captura de imagens sem fio para reconhecimento de ambientes. Essa modularidade abre caminho para aplicações como exploração de ambientes, operações multitarefa e detecção em espaços confinados.
Testes de desempenho
Testes demonstraram a capacidade de saltos e deslocamento em diferentes terrenos, além da automontagem dos módulos robóticos. O projeto integrado e a técnica de reconfiguração magnética representam um avanço significativo para a robótica de enxame, permitindo que pequenos robôs operem de forma colaborativa em ambientes restritos.
O artigo científico, intitulado “Centimeter-Scale Reconfiguration Piezo Robots with Built-in-Ceramic Actuation Unit”, tem como autores Yu Gao, Jing Li, Shijing Zhang, Jie Deng, Weishan Chen e Yingxiang Liu, e foi publicado na revista Engineering com DOI: 10.1016/j.eng.2025.06.043.
