A Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX, promete mudar a experiência de conexão em áreas remotas. Mas como ela se comporta sob chuva forte? Usuários ao redor do mundo têm compartilhado seus testes, revelando que, para a maioria das precipitações diárias, a oscilação na rede passa despercebida. No entanto, em temporais severos, o bloqueio do sinal por nuvens densas pode causar instabilidades.
Desempenho em chuvas leves e moderadas
Usuários de conexões tradicionais de internet via satélite enfrentavam quedas de desempenho em dias nublados ou chuvosos. A Starlink promete mudança devido aos equipamentos em órbita baixa. Registros apontam velocidades entre 190 Mbps e 200 Mbps para a versão portátil da Starlink. O upload variou de 20 Mbps a 40 Mbps, com latência estável por volta de 34 a 40 milissegundos.
Na Starlink Padrão conectada via cabo de rede, sob chuva moderada, a conexão manteve 475 Mbps de download e 55 Mbps de upload. Em avaliações com a Starlink Padrão via Wi-Fi, a taxa de download caiu pela metade em um primeiro momento, depois se estabilizou em 128 Mbps, com upload estável em 25 Mbps. O aplicativo oficial registra microquedas de sinal por cerca de um minuto e meio. Apesar disso, é possível reproduzir vídeos em resolução 4K e executar jogos online.
Vídeo: YouTube | Fonte: canaltech.com.br
Impacto de tempestades severas
Quando o volume de água aumenta de forma repentina, ocorre perda perceptível de desempenho no início da tempestade, mas a conexão se recupera. O acúmulo de água na superfície da antena não gera o problema; o obstáculo está nas ondas de rádio atravessando a barreira de umidade densa na atmosfera. Nuvens carregadas e muito densas criam um gargalo severo na comunicação com os satélites.
Em temporais pesados, houve registros de picos de latência que atingiram 45 segundos. O aplicativo registrou quedas constantes que, somadas, ultrapassam nove minutos sem sinal durante a tempestade. Interrupções completas podem acontecer quando a linha de visão do hardware fica totalmente bloqueada pelas nuvens.
Variação regional e conclusões
A eficiência depende bastante da região. Usuários em áreas onde chove, mas sem grandes formações de nuvens espessas, continuam navegando com tranquilidade. Pessoas que habitam áreas propensas a densas tempestades tropicais perdem temporariamente a visão para o satélite por conta do bloqueio físico causado pelas nuvens carregadas.
A Starlink atende com excelência às demandas do dia a dia e supera o fantasma das antigas conexões via satélite sob chuvas leves ou moderadas. Sob tempestades severas, o bloqueio do sinal por nuvens densas e volumes massivos de água resulta em instabilidades severas e quedas completas de conexão. Para quem mora em regiões de clima mais ameno, a Starlink se mostra uma opção robusta; já em áreas tropicais, é preciso considerar os períodos de tempestade.
Fonte
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