Os sete países integrantes da aliança Opep+ anunciaram, após uma reunião virtual realizada neste domingo (7), que vão reajustar seus limites de produção de petróleo com um incremento de 188 mil barris por dia (bpd) a partir de julho de 2026. A decisão foi comunicada pelo grupo, composto por Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.
Devolução gradual de cortes
A medida faz parte do processo de devolução gradual e parcial das reduções voluntárias adicionais que haviam sido adotadas originalmente em abril de 2023. A Opep+ não detalhou o cronograma completo das próximas etapas, mas sinalizou que o ajuste de julho de 2026 representa um passo dentro dessa estratégia. O grupo reiterou o compromisso coletivo de alcançar conformidade absoluta com os termos da Declaração de Cooperação.
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Compensação de excessos
Além do aumento programado, o grupo assegurou a intenção de compensar integralmente todo o volume de petróleo que foi extraído acima das cotas permitidas desde janeiro de 2024. O prazo final para a quitação dessas compensações foi estendido pelas autoridades do cartel até o término de dezembro de 2026. A Opep+ não informou os volumes exatos a serem compensados nem os países responsáveis pelos excessos.
A decisão ocorre em um contexto de monitoramento constante dos mercados globais de petróleo, embora a fonte não tenha detalhado as projeções de demanda ou oferta que embasaram o ajuste. O grupo mantém a Declaração de Cooperação como base para suas ações, buscando equilíbrio entre os interesses dos produtores e a estabilidade dos preços.
