Criptografia visual hidrogel: cores vivas sem tintas
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Uma nova técnica de criptografia visual promete tornar obsoletas as tintas e pigmentos convencionais. Pesquisadores criaram um hidrogel especial que, ao ser irradiado com luz ultravioleta, gera cores estruturais vibrantes e armazena múltiplas camadas de informação. O método, descrito em artigo publicado na revista Nano-Micro Letters, pode ser usado em etiquetas de segurança inteligentes e sistemas anticópia.

Como funciona a geração de cores sem tinta

Diferente dos pigmentos tradicionais, as cores geradas pelo hidrogel são estruturais: pequenas nanoestruturas na superfície do material refletem comprimentos de onda específicos da luz, produzindo as tonalidades. A luz ultravioleta controla a densidade de reticulação das moléculas do hidrogel, criando regiões mais ou menos inchadas. Essas regiões inchadas formam as nanoestruturas fotônicas, e cada geometria reflete uma cor distinta.

O processo permite imprimir padrões multicoloridos de alta resolução sem usar tinta, com largura de linha de apenas 15 micrômetros. A vantagem está na facilidade de geração dessas nanoestruturas, que dispensam processos complexos e caros.

Capacidade de armazenar múltiplas informações

Os cristais fotônicos criados no hidrogel são capazes de armazenar múltiplas camadas de informação. Além disso, as cores podem mudar em resposta a estímulos como pH, solventes, temperatura ou estiramento mecânico. Essa propriedade permite que o material funcione como um sistema de criptografia visual, onde a informação só é revelada sob condições específicas.

A reticulação induzida por luz permite a padronização multicolorida do hidrogel, aumentando significativamente a capacidade de informação em comparação com métodos estáticos. Isso cria uma alternativa robusta às etiquetas de segurança tradicionais, que são facilmente falsificáveis.

Potencial para etiquetas inteligentes e verificação instantânea

Os pesquisadores preveem a integração futura desses hidrogéis com circuitos eletrônicos flexíveis ou sistemas de detecção auxiliados pelo celular. Essa integração permitiria criar etiquetas inteligentes que possam ser verificadas instantaneamente pelos consumidores, aumentando a segurança de produtos e documentos.

O método permite gerar imagens complexas e multicoloridas em um único substrato de fabricação muito barata, o que viabiliza a produção em larga escala. A fonte não detalhou prazos para aplicação comercial, mas o avanço representa um passo importante na área de materiais responsivos e criptografia.

Detalhes da pesquisa

O estudo foi conduzido por Xiaoyu Guo, Ying Li, Farzana Hanif, Linhai Zhu, Miao Kong, Shufen Zhang, Yuang Zhang e Bingtao Tang, e publicado na revista Nano-Micro Letters com o DOI 10.1007/s40820-026-02130-x. A redação do Site Inovação Tecnológica divulgou a descoberta em 05/06/2026.

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