A saúde mental ganhou status de prioridade na gestão de saúde ocupacional com a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A mudança reforça a importância de identificar, avaliar e mitigar fatores que possam impactar o bem-estar dos trabalhadores. A partir de maio, as empresas precisam incluir os riscos psicossociais no plano de ação.
Burnout e estresse crônico geram custos elevados
Condições como burnout e estresse crônico geram custos elevados para as empresas, como aumento de afastamentos, rotatividade e queda na eficiência operacional. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente devido à depressão e à ansiedade. O custo para a economia global é de quase um trilhão de dólares.
Profissionais da saúde são os mais afetados
A área da saúde é uma das mais propensas ao burnout e ao estresse no trabalho. Profissionais da saúde lidam diariamente com situações de vida ou morte, sofrimento humano e decisões críticas. É comum que médicos, enfermeiros e outros profissionais da área enfrentem jornadas extenuantes, muitas vezes com horas extras, plantões noturnos e falta de pausas adequadas.
A responsabilidade de cuidar da saúde e bem-estar de outras pessoas é imensa. Em muitos casos, os profissionais da saúde trabalham em condições precárias, com falta de equipamentos, medicamentos ou pessoal suficiente para atender à demanda. A exposição frequente a doenças graves, sofrimento e morte pode gerar impactos psicológicos profundos, como ansiedade, depressão e sensação de impotência.
Em muitos ambientes de saúde, os profissionais não recebem o suporte emocional necessário para lidar com o estresse do trabalho. Esse cenário contribui para o agravamento dos transtornos mentais e o aumento dos afastamentos.
Brasil registra recorde de afastamentos por transtornos mentais
O Brasil registrou um recorde histórico de mais de 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2025. O aumento foi de 15% em relação ao ano anterior. Os episódios depressivos e ansiosos lideraram os motivos de afastamento.
O impacto também se reflete na Justiça do Trabalho: 8 em cada 10 novas causas trabalhistas têm relação com saúde mental. Cada ação que tem conexão com a saúde custa 300 mil reais, em média.
Empresas se preparam para a nova exigência
Com a nova exigência da NR-1, as empresas precisam se adaptar. O Grupo Sabin afirma que está nesse processo de adaptação, o que chamam de etapa de fortalecimento da gestão de riscos psicossociais. O Grupo Sabin foi destaque em saúde mental nas pesquisas de clima organizacional em 2024 e 2025 realizadas pelo Instituto Great Place to Work (GPTW).
A partir de maio, a inclusão dos riscos psicossociais no plano de ação se torna obrigatória. A medida representa um avanço na proteção da saúde mental dos trabalhadores e na prevenção de transtornos relacionados ao trabalho.
