Alibaba inicia operação no Brasil e avalia segundo data center
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A gigante chinesa Alibaba está ampliando sua presença no Brasil por meio da Alibaba Cloud, sua divisão de computação em nuvem. O país é um dos focos da expansão global da unidade, que já inaugurou um primeiro data center na América Latina, no México, em 2025. Agora, a empresa avalia a construção de um segundo data center no Brasil, ainda sem local definido.

Investimento global de US$ 55 bilhões

O plano de expansão da Alibaba Cloud faz parte de um investimento global de 380 bilhões de yuans (US$ 55 bilhões) em infraestrutura de nuvem e inteligência artificial nos próximos três anos. Desse total, mais de US$ 4 bilhões estão reservados especificamente para data centers. A iniciativa reforça a estratégia da companhia de fortalecer sua atuação em mercados emergentes.

A empresa adota o conceito de multicloud, no qual as empresas precisam ter uma nuvem ocidental e uma oriental. Essa abordagem atende tanto companhias que se expandem globalmente, incluindo a China, quanto empresas chinesas que entram em outros mercados. Um executivo, que preferiu não se identificar, afirmou que sua empresa não tem preconceito em avaliar a proposta de nuvem pública do Alibaba.

Missão China e visita ao Alibaba

O NeoFeed visitou o Alibaba com uma delegação brasileira de mais de 30 empreendedores e executivos, parte deles do Rio Grande do Sul, durante a Missão China. A comitiva conheceu de perto as operações da empresa e discutiu potenciais parcerias.

Diferenciais tecnológicos e mercado

Diferentemente de rivais como AWS e Microsoft, o Alibaba desenvolve seus próprios modelos de linguagem (LLMs). Essa verticalização pode ser um diferencial competitivo no mercado de nuvem, que movimentou US$ 129 bilhões globalmente entre janeiro e março de 2026, com alta anual de 35%. No cenário atual, a AWS detém 28% do mercado, a Microsoft 21%, o Google 14%, e Alibaba e Oracle têm 4% cada.

Desempenho financeiro e ações

No último ano fiscal, encerrado em 31 de março, o Alibaba reportou lucro líquido de 105,9 bilhões de yuans (US$ 15,6 bilhões), queda de 19% em relação ao exercício anterior. Apesar disso, Eddie Wu, CEO do Alibaba, afirmou que o crescimento da receita externa do Cloud Intelligence Group acelerou para 40%, com produtos relacionados à IA representando 30% desse montante.

Por volta das 15h no pregão da Bolsa de Nova York, as ações do Alibaba registravam queda de 1,12%, avaliando a companhia em US$ 311,8 bilhões. No ano, os papéis acumulam desvalorização de 11,3%.

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