A gestão de alta performance está transformando a realidade de hospitais públicos em Goiás, por meio de uma parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein. A abordagem combina governança, controle e parcerias para enfrentar desafios como complexidade regulatória, restrições financeiras, escassez de mão de obra e manutenção de infraestrutura antiga e depreciada, conforme destacou Mariana, representante do Einstein.
Desafios da gestão pública hospitalar
Mariana abordou os principais obstáculos na gestão de hospitais públicos: “complexidade regulatória”, “parte financeira”, “escassez de mão de obra” e “manutenção de infraestrutura desses hospitais, que muitas vezes são muito antigos, muito depreciados”. Esses desafios exigem soluções estruturadas e contínuas. A operação eficiente, segundo ela, não é fruto do acaso, mas de método.
Exemplo do HMAP em Aparecida de Goiânia
O HMAP, em Aparecida de Goiânia, ilustra a abordagem do Einstein. A unidade já tinha contrato definitivo e 30 dias para assunção, estando em pleno funcionamento. Com 235 leitos, duas salas de hemodinâmica e nove salas cirúrgicas, o HMAP contava com estrutura nova, o que facilitou a implementação das melhorias.
Melhorias no HUGO
No HUGO, as melhorias foram significativas. A taxa de conclusão de manutenção atingiu 99%, resultado de um sistema implementado com cadastro de mais de 3 mil ativos e fortalecimento da manutenção preventiva. Além disso, foi realizada a reforma da subestação do HUGO, que já havia pegado fogo, com investimento de R$ 1,4 milhão. Essa reforma demonstrou a confiança da secretaria no projeto.
Reforma do refeitório e impacto nos colaboradores
O refeitório do HUGO, antes “feio, sujo, malcuidado”, foi reformado, proporcionando mais conforto aos colaboradores. Essa melhoria reflete o cuidado com o ambiente de trabalho, essencial para a qualidade do atendimento.
Método e governança como pilares
Mariana enfatizou que a “operação eficiente não é por acaso, não é sorte, é método”. Elementos-chave incluem governança, modelo de gestão definido, controle, parceria com gerenciadoras e a rede de apoio do próprio Einstein. Esses componentes formam a base para a transformação sustentável dos hospitais públicos.
