Chefe militar paquistanês em Teerã
O marechal Asim Munir, chefe do exército do Paquistão, chegou a Teerã para novas conversações de paz destinadas a pôr fim à guerra EUA-Israel no Irã. Ele foi recebido pelo ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, e pelo seu homólogo paquistanês, Mohsin Naqvi. A visita ocorre em meio a esforços diplomáticos para resolver o conflito.
Mohsin Naqvi e Eskandar Momeni estiveram em Teerã em duas visitas separadas na última semana, durante as quais se reuniram com o presidente e o ministro dos Negócios Estrangeiros iranianos. A presença do marechal Munir sinaliza um aprofundamento do engajamento paquistanês no processo de paz.
Rubio vê ligeiro progresso
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sinalizou que está sendo feito um ‘ligeiro progresso’ nas negociações. Rubio falou durante uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO na Suécia. Ele disse não querer exagerar os avanços, sublinhando que houve ‘algum movimento e isso é positivo’.
Rubio descreveu as negociações intermitentes desta semana como estando ‘no limite’ entre um acordo e a retomada dos ataques. Ele afirmou: ‘Estamos lidando com um grupo de pessoas muito difícil. E, se isso não mudar, o presidente foi claro em dizer que tem outras opções’.
Irã mantém divergências profundas
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baqaei, afirmou que a visita não significa que ‘tenhamos chegado a um ponto de viragem ou a uma situação decisiva’. Ele afirmou que mantêm-se divergências ‘profundas e extensas’, segundo a agência iraniana ISNA.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã está envolvido no processo diplomático apesar daquilo a que chamou ‘traições repetidas à diplomacia’ por parte dos EUA e ‘agressão militar contra o Irã’, segundo a agência iraniana Tasnim. Araghchi disse: ‘Apesar da sua forte desconfiança em relação aos Estados Unidos, a República Islâmica do Irã entrou neste processo diplomático com uma postura responsável e com toda a seriedade e procura alcançar um resultado razoável e justo’.
Estreito de Ormuz como impasse
Baqaei adiantou que estão igualmente em discussão o estatuto do Estreito de Ormuz e o bloqueio de retaliação imposto pelos EUA aos portos iranianos. O futuro do Estreito de Ormuz continua a ser um dos principais impasses, numa altura em que aumentam os receios de que a economia mundial sofra à medida que se esgotam as reservas de petróleo acumuladas antes da guerra.
Na reunião da NATO na Suécia, Rubio disse ter discutido com outros ministros dos Negócios Estrangeiros a reabertura do estreito. Rubio defendeu que é preciso um ‘plano B’ se Washington e Teerã não conseguirem chegar a acordo. Rubio disse: ‘Alguém vai ter de fazer alguma coisa quanto a isso, está bem?’, insistindo que o Irã não vai ‘reabrir voluntariamente’ o estreito.
União Europeia amplia sanções
Na sexta-feira, a União Europeia fez uma alteração técnica para alargar o âmbito do regime de sanções existente contra o Irã, de forma a visar indivíduos envolvidos no encerramento. A União Europeia qualificou o bloqueio iraniano como ‘contrário ao direito internacional’.
