Dia Mundial da Liberdade de Imprensa: Guterres alerta para desinformação
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No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado em 3 de maio, a Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta sobre as ameaças crescentes contra jornalistas em todo o mundo. O secretário-geral António Guterres lembrou que “a verdade está ameaçada pela desinformação” e destacou a necessidade de proteger os profissionais da imprensa. A data foi marcada por denúncias de censura, perseguição judicial, violência e assassinatos.

Impunidade e violência contra jornalistas

Guterres denunciou que 85% dos crimes contra profissionais do setor continuam sem esclarecimento e sem julgamento. Segundo a UNESCO, 14 jornalistas perderam a vida desde o início de 2026. Já em 2025, foram mortos 129 jornalistas e outros profissionais da imprensa, de acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). O Presidente da República Portuguesa sublinhou que a morte dos 129 jornalistas e profissionais da comunicação social não é uma estatística, mas uma acusação. Ele alertou ainda para o enfraquecimento dos media e para o espaço informativo disputar o espaço do espetáculo, classificado como circo mediático.

Alertas na Europa e casos recentes

Alertas sobre a decadência da liberdade de imprensa e escalada da violência contra jornalistas multiplicam-se em vários países europeus. Segundo Paris, quatro jornalistas morreram desde março em bombardeamentos do exército israelita no sul do Líbano. O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês afirmou que o ataque deliberado a jornalistas, quando comprovado, constitui crime de guerra. O Quai d’Orsay saudou a memória de Antoni Lallican, fotojornalista francês de 37 anos, morto em 3 de outubro passado num ataque com drone russo perto de Kramatorsk, na Ucrânia. O comunicado do Quai d’Orsay prossegue: “A Rússia fez da liberdade de informar um alvo”. A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) qualificou o ataque de deliberado, quando Antoni Lallican estava no terreno com o colega ucraniano Georgiy Ivanchenko, que ficou gravemente ferido.

Detenções e condecorações

Segundo a ONU, cerca de 330 jornalistas estão detidos em todo o mundo, aos quais se somam 500 jornalistas, cidadãos e bloguistas defensores dos direitos humanos. Após a libertação no quadro de uma troca, foi recebido na fronteira polaca pelo primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk. Em 3 de maio, o presidente Karol Nawrocki condecorou o antigo prisioneiro de Aleksandr Lukashenko com a Ordem da Águia Branca, a mais alta distinção polaca. A condecoração foi pela sua atitude inabalável face às manifestações de regimes totalitários em renascimento. Em França, Christophe Gleizes não é esquecido.

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