Os maiores riscos do lixo espacial
O lixo espacial na órbita baixa da Terra inclui parafusos, pedaços de metal, fragmentos de foguetes e partes de satélites lançados há mais de 50 anos. Um levantamento revela que apenas 50 objetos concentram metade do perigo total desses detritos.
Esses resíduos acumulam-se desde o início da exploração espacial, criando um ambiente cada vez mais perigoso para missões atuais e futuras. A concentração de risco em poucos objetos destaca a urgência de medidas de mitigação.
A identificação desses elementos permite direcionar esforços para as fontes mais críticas. Esta análise oferece um panorama claro para focar ações de limpeza orbital.
Distribuição por países responsáveis
Principais contribuidores
- Rússia e antiga União Soviética: 32 instrumentos espaciais
- China: 11 objetos
- Japão: 3 objetos
- Estados Unidos: 2 objetos
- Demais países europeus: 2 objetos
Essa distribuição mostra a predominância histórica de algumas nações na geração de detritos orbitais.
Exemplos específicos de objetos perigosos
Missões emblemáticas
- Europa: satélite Envisat (lançado em 2002)
- União Soviética: foguete SL-16 (lançado em 1988)
- Rússia: satélite Kosmos 2237 (lançado em 1993)
- Europa: satélite SPOT 3 (lançado em 1993)
Esses exemplos ilustram como equipamentos antigos permanecem como fontes de perigo na órbita terrestre.
Novos riscos em 2024
Desde 1º de janeiro de 2024, 26 estágios de foguetes foram abandonados na órbita baixa da Terra. Eles permanecerão em órbita por mais de 25 anos.
Distribuição recente
- China: 21 objetos (cada um com mais de 4 toneladas, em média)
- EUA, Rússia, Índia e Irã: responsáveis pelos demais fragmentos
Esse cenário mostra uma continuidade na geração de detritos perigosos, com a China assumindo papel predominante nos lançamentos atuais.
Diretrizes internacionais para mitigação
Parâmetros estabelecidos
O parâmetro de 25 anos foi definido pelo Comitê Interagências de Coordenação de Detritos Espaciais. Esta organização inclui Estados Unidos, China, Rússia, Europa, Índia e Japão.
Se um fragmento for lançado em órbita baixa suficiente, a resistência aerodinâmica fará com que ele reentre na atmosfera terrestre em menos de 25 anos.
Políticas adotadas
Os governos dos EUA e dos países europeus exigem que empresas de lançamentos espaciais depositem os estágios superiores de seus foguetes em altitudes baixas. Essas medidas buscam reduzir o tempo de permanência dos detritos em órbita.
Iniciativas de limpeza orbital
A empresa japonesa Astroscale foi fundada em 2013 com o objetivo de limpar a LEO (órbita baixa da Terra). Esta iniciativa representa um dos esforços privados para enfrentar o problema do lixo espacial.
A fonte não detalhou outras empresas ou programas envolvidos nessa atividade. A existência de companhias especializadas indica um reconhecimento crescente da gravidade do problema.
A escala do desafio ainda exige ações coordenadas entre múltiplos atores internacionais.
